Conheça os principais impostos federais, estaduais e municipais

PUBLICADO EM 24/01/2020

Impostos federais estaduais e municipais representados por cálculo tributário com calculadora e documento fiscal

Compreender o funcionamento dos impostos federais, estaduais e municipais é um dos maiores desafios para cidadãos e empreendedores no Brasil. A alta carga tributária e a quantidade de tributos existentes tornam o cenário fiscal complexo e de difícil memorização, exigindo atenção constante para evitar problemas com o fisco.

Para ajudar você a não fazer mais confusão, preparamos este guia prático com os principais tributos cobrados por cada esfera de poder. Descubra a função de cada um, como eles impactam o seu bolso ou o seu negócio e veja como acompanhar as atualizações fiscais de forma simples. Tenha uma boa leitura!

Saiba mais: Por que uma empresa precisa pagar os impostos em dia?

Principais impostos municipais, estaduais e federais

A ausência de uma reforma tributária eficiente e a falta de integração de sistemas fazem com que o cenário se torne um tanto quanto caótico, e isso requer muita atenção por parte dos cidadãos e das empresas. 

Acompanhe os principais impostos municipais, estaduais e federais, e evite fazer confusão:

Impostos municipais

Existem três impostos municipais considerados de suma importância: IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), ISS (Imposto Sobre Serviços) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos).

De acordo com a legislação, todo o montante arrecadado é destinado aos próprios municípios, e os valores tendem a variar entre as cidades.

Impostos estaduais

É de responsabilidade dos estados (e do Distrito Federal) coletar impostos sobre a prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação (mesmo que as prestações e operações tenham começado no exterior); sobre operações referentes à circulação de mercadorias. 

São três os principais tributos estaduais: ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação).

Cada estado possui jurisdição para definir em quais setores ou atividades serão utilizados os valores recolhidos dos impostos.

Impostos federais

Os impostos federais são todos os valores recolhidos pela União, e têm como principal objetivo custear tudo o que é feito em prol da população brasileira. Isso inclui gastos com educação, saúde e segurança por exemplo. 

Esses tributos são aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas. Sem eles, muitos dos serviços aos quais se tem acesso hoje não existiriam como os conhecemos, como aposentadoria, tratamentos de saúde gratuitos, policiamento nas rodovias federais, entre outros. 

Também, é de responsabilidade dos impostos federais o estímulo (ou desestímulo) ao consumo de determinados produtos, no intuito de manter o equilíbrio econômico. 

Esse controle é colocado em prática utilizando determinados tributos, como os de importação e exportação, por exemplo, que pretendem incentivar o consumo de mercadorias nacionais. 

Existem 13 impostos federais considerados importantes. São eles:

  • II (Imposto de Importação); 
  • IE (Imposto de Exportação); 
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras); 
  • IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica); 
  • IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física); 
  • ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural); 
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social); 
  • CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico); 
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido); 
  • INSS (Instituto Nacional da Seguridade Nacional); 
  • FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço);
  • PIS/PASEP (Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público). 

Qual é o impacto de não pagar os impostos federais, estaduais e municipais em dia?

Operar na irregularidade fiscal traz sérias consequências tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. O não pagamento ou o atraso dos tributos municipais, estaduais e federais pode resultar em multas pesadas, juros cumulativos e na inscrição do CPF ou CNPJ na Dívida Ativa. 

Para as empresas, o impacto é ainda maior: perda de incentivos fiscais, impedimento de participar de licitações públicas, dificuldades para obter empréstimos bancários e, em casos extremos, a proibição de emitir notas fiscais, o que pode paralisar totalmente a operação do negócio.

Como a Reforma Tributária afeta a divisão desses impostos?

A Reforma Tributária foi desenhada justamente para simplificar o caótico sistema atual de impostos federais, estaduais e municipais. O objetivo principal é a extinção progressiva de cinco tributos que conhecemos hoje (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) para a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) Dual. 

Ele será dividido em: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que unifica os tributos federais; e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que integrará os impostos estaduais (ICMS) e municipal (ISS). Essa transição promete desburocratizar a gestão fiscal das empresas e trazer mais transparência para o consumidor.

Como acompanhar as mudanças nos impostos federais?

As regras e alíquotas dos impostos federais podem passar por alterações ao longo do tempo, de acordo com mudanças na legislação, ajustes econômicos ou reformas tributárias. Para empresas e cidadãos, acompanhar essas atualizações é essencial para manter-se em dia com as obrigações fiscais e evitar multas ou autuações.

O principal meio de divulgação oficial sobre alterações nos impostos federais é o Diário Oficial da União, onde são publicadas leis, decretos e instruções normativas. Além disso, portais especializados, como o Diário Serviços (DSI), oferecem acesso facilitado a essas publicações, permitindo uma consulta mais ágil e organizada.

Contadores, advogados tributários e profissionais de finanças também costumam utilizar esses canais para se manter atualizados e orientar seus clientes com precisão.

Publicidade legal é responsável por veicular notícias sobre todos os impostos

Por meio da publicidade legal realizada via Diário Oficial da União, dos Estados e dos Municípios é que são veiculadas todas as notícias sobre impostos municipais, estaduais e federais. 

Entendeu a importância de saber como funcionam os impostos federais, estaduais e municipais?

O Diário Serviços é um portal online que viabiliza o acesso aos Diários Oficiais, além de auxiliar no processo de publicação de materiais nesses veículos de comunicação legal. 

Navegue pelo site para conferir todos os serviços disponibilizados pelo DSI.

Confira também: Modelo distrato social | Impostos PJ | Fluxo circular de renda

FAQ – perguntas frequentes sobre impostos federais, estaduais e municipais

Abaixo, respondemos às dúvidas mais comuns sobre como funcionam os recolhimentos nas diferentes esferas e o que muda na rotina de quem precisa pagar essas obrigações:

1. O que são taxas e contribuições, e qual a diferença delas para os impostos? 

Embora tudo seja chamado popularmente de “imposto”, a legislação divide os tributos em categorias. Os impostos (como IPTU ou IR) são arrecadados sem uma contraprestação direta (o governo usa o dinheiro para o orçamento geral). 
Já as taxas estão ligadas a um serviço público específico e divisível (como a taxa de emissão de passaporte ou taxa de lixo). As contribuições (como a do INSS ou FGTS) têm uma destinação vinculada por lei a um grupo ou benefício específico.

2. É possível pagar impostos municipais e estaduais de forma unificada? 

Para a maioria das pessoas jurídicas tradicionais, não; eles devem ser pagos em guias separadas (como o DARE para o ICMS estadual e o DAM para o ISS municipal). A única exceção é o Simples Nacional. As micro e pequenas empresas optantes por esse regime conseguem pagar os impostos federais, estaduais (ICMS) e municipais (ISS) unificados em uma única guia mensal, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

3. O que acontece se eu pagar um imposto federal na guia ou código errado? 

Esse é um erro comum, mas totalmente corrigível. Se você recolheu um imposto da União com o código de receita errado, é necessário entrar no portal e-CAC da Receita Federal e realizar um procedimento chamado Redarf (Retificação de DARF). Esse sistema permite corrigir os dados do pagamento para que o fisco reconheça que aquela obrigação específica foi quitada, evitando cobranças indevidas.

4. Como saber para qual município vai o imposto quando um serviço é prestado de uma cidade para outra? 

Essa é uma grande dor de cabeça no caso do ISS (imposto municipal). A regra geral diz que o ISS é devido ao município onde o estabelecimento prestador está localizado. No entanto, a Lei Complementar nº 116 abre exceções importantes: para serviços como limpeza, segurança, construção civil e eventos, o imposto deve ser pago para o município onde o serviço foi efetivamente executado.

5. Quem é isento de pagar os impostos sobre propriedade (IPTU e IPVA)? 

As regras de isenção dependem de leis específicas de cada prefeitura (para o IPTU) e de cada estado (para o IPVA). Geralmente, o IPVA concede isenção para pessoas com deficiência (PCD), veículos com mais de 10 a 20 anos de fabricação (dependendo do estado) e frotas de transporte público. Já o IPTU costuma prever isenção para aposentados e pensionistas de baixa renda, imóveis de valor venal muito baixo ou templos religiosos.

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